Comparativo · Bombas
Qual bomba para cada fluido? Centrífuga, engrenagens, diafragma ou peristáltica
Revisado pela Equipe Técnica PipeSystem · atualizado em outubro de 2026 Política Editorial
O fluido decide a bomba. Viscosidade, sólidos, abrasividade, corrosividade e a necessidade de dosar com precisão pesam mais que a vazão. A regra rápida é a do resumo abaixo; ela simplifica: em mineração e saneamento, grandes vazões de polpa costumam usar centrífugas próprias para polpa (rotor aberto e revestimento resistente à abrasão), e a peristáltica fica com vazões menores, polpas muito abrasivas e dosagem.
Quando usar cada um: Centrífuga para água e líquidos limpos; de engrenagens para óleos e fluidos viscosos; de diafragma para químicos corrosivos e fluidos que não podem vazar; peristáltica para polpas, lamas com sólidos abrasivos e dosagem [1][2][3].
Os 4 tipos, em desenho
1CentrífugaÁgua e líquidos limpos O rotor gira e acelera o líquido, que ganha pressão na voluta. Vazão alta e contínua, construção simples e barata: recalque, pressurização, incêndio, irrigação e circulação.
2De engrenagensÓleos e fluidos viscosos Duas engrenagens levam volumes fixos de fluido entre os dentes e a carcaça (deslocamento positivo). A vazão acompanha a rotação e o rendimento melhora com a viscosidade.
3De diafragmaQuímicos corrosivos Duas membranas movidas a ar comprimido alternam sucção e recalque, com válvulas de esfera. O fluido só toca a carcaça e as membranas (PP, PVDF, PTFE, inox); trabalha a seco.
4PeristálticaPolpas e lamas com sólidos Rolos ou sapatas comprimem uma mangueira e empurram o fluido. Sem válvulas nem selos: só a mangueira se desgasta. Boa para abrasivos, sólidos e dosagem.
Desenhos esquemáticos PipeSystem, fora de escala.
Lado a lado
| Critério | Centrífugaver ficha | De engrenagensver ficha | De diafragma (pneumática)ver ficha | Peristálticaver ficha |
|---|---|---|---|---|
| Fluido indicado | Água e líquidos limpos, de baixa viscosidade | Óleos, lubrificantes, combustíveis, resinas e outros viscosos sem abrasivos | Químicos corrosivos, tintas, solventes, lodos e líquidos com sólidos moderados | Polpas, lamas e líquidos com sólidos abrasivos; fluidos sensíveis ao cisalhamento |
| Princípio | Rotodinâmica: o rotor acelera o líquido e a voluta converte velocidade em pressão [1] | Deslocamento positivo rotativo: volumes fixos entre os dentes e a carcaça [2] | Deslocamento positivo alternativo: duas membranas movidas a ar comprimido, com válvulas de esfera [3] | Deslocamento positivo: rolos ou sapatas comprimem uma mangueira; o fluido só toca a mangueira |
| Viscosidade | Baixa; com fluido viscoso a vazão, a altura e o rendimento caem [1] | Média a muito alta; a viscosidade até melhora a vedação interna [2] | Baixa a alta | Baixa a alta |
| Sólidos e abrasivos | Pouca tolerância (exceto centrífugas de polpa, de rotor aberto) | Não tolera abrasivos: desgastam engrenagens e folgas | Tolera sólidos até a passagem das esferas | Tolera bem; o abrasivo só desgasta a mangueira |
| Vazão e pressão | Vazão alta e contínua, que varia com a pressão do sistema (curva da bomba) | Vazão proporcional à rotação, quase independente da pressão; exige válvula de alívio | Vazão pulsante, ajustada pelo ar; não passa da pressão do ar de acionamento | Vazão proporcional à rotação, boa para dosagem; pulsante |
| Escorvamento e operação a seco | Em geral não é autoescorvante; precisa de NPSH disponível acima do requerido [4] | Autoescorvante; não deve rodar a seco por muito tempo | Autoescorvante; pode rodar a seco e contra o registro fechado | Autoescorvante; pode rodar a seco e inverter o sentido |
| Manutenção | Selo mecânico e rolamentos | Desgaste de engrenagens, buchas e folgas; vedação do eixo | Membranas, esferas e sedes | Troca da mangueira; sem selos nem válvulas |
| Normas | ISO 2858 · ISO 5199 · API 610 · ANSI/HI 1.1–1.2 [5][6][1] | API 676 · ANSI/HI 3.1–3.5 [7][2] | ANSI/HI 10.1–10.5 [3] | Ficha do fabricante; para dosagem, API 675 [8] |
Prós e contras
- Simples, barata e de grande vazão
- Fluxo contínuo, sem pulsação
- Muitos fabricantes e peças no mercado
- Perde desempenho com fluido viscoso
- Cavita se o NPSH disponível for baixo
- Não deve rodar a seco
- Bom rendimento com viscosos
- Vazão estável e previsível
- Compacta
- Não aceita abrasivos nem sólidos
- Precisa de válvula de alívio: com a descarga fechada, a pressão sobe sem limite
- Sem selo nem motor elétrico: boa para áreas classificadas
- Trabalha a seco e com sólidos moderados
- Materiais para quase todo químico
- Consome ar comprimido
- Fluxo pulsante (pode pedir amortecedor)
- Membranas exigem troca periódica
- Fluido isolado na mangueira: sem contaminação e sem vazamento por selo
- Lida com abrasivos e sólidos
- Dosagem precisa e reversível
- Vazão e pressão limitadas pelo tamanho da mangueira
- Mangueira é item de troca frequente
- Fluxo pulsante
Escolha por aplicação
Como definir a melhor alternativa?
- Viscosidade do fluido na temperatura de operação
- Teor, tamanho e dureza dos sólidos (abrasividade)
- Compatibilidade química dos materiais (carcaça, membrana, mangueira, selo)
- Vazão e altura manométrica no ponto de operação (curva da bomba × curva do sistema)
- NPSH disponível na sucção e risco de rodar a seco
- Precisão de dosagem, energia disponível (elétrica ou ar comprimido) e manutenção
A melhor bomba é a que atende o fluido e o ponto de operação com folga, não a mais barata nem a mais potente.
Erros comuns
- Usar centrífuga em óleo muito viscoso sem corrigir a curva para a viscosidade
- Instalar bomba de engrenagens sem válvula de alívio na descarga
- Deixar a centrífuga cavitar por NPSH disponível insuficiente (sucção longa, quente ou estrangulada)
- Bomba de diafragma sem filtro, regulador e lubrificação adequada do ar
- Escolher membrana ou mangueira sem conferir a compatibilidade química com o fluido
Veja causas e soluções em Erros e patologias →
Fontes deste comparativo
- Hydraulic Institute — ANSI/HI 1.1–1.2: bombas rotodinâmicas (centrífugas), nomenclatura, definições e aplicação norma
- Hydraulic Institute — ANSI/HI 3.1–3.5: bombas rotativas de deslocamento positivo (engrenagens, lóbulos, parafusos) norma
- Hydraulic Institute — ANSI/HI 10.1–10.5: bombas de diafragma acionadas a ar (AODD) norma
- Hydraulic Institute — ANSI/HI 9.6.1: margem de NPSH para bombas rotodinâmicas (cavitação) norma
- ISO 2858 / ISO 5199 — Bombas centrífugas de sucção axial: dimensões e especificações técnicas norma
- API 610 / ISO 13709 — Bombas centrífugas para petróleo, petroquímica e gás natural norma
- API 676 — Bombas rotativas de deslocamento positivo norma
- API 675 — Bombas dosadoras de deslocamento positivo (controle de vazão) norma
Custos em Santa Catarina. Na página de Guias práticos você escolhe o estado.
Outros comparativos
Água quente: CPVC, PPR, PEX, multicamada ou cobre?Água fria: PVC soldável, PPR ou PEX?Esgoto: PVC série normal, PVC reforçado/acústico ou ferro fundido?Adutoras e redes de água: PEAD, PVC-O ou ferro dúctil?Incêndio: aço ranhurado, aço roscado/soldado ou CPVC?Gás: cobre, aço, multicamada (PE-AL-PE) ou polietileno?Válvula de bloqueio: gaveta, esfera, borboleta ou globo?Válvula borboleta: qual dos 8 tipos? Corpo (wafer, lug, flangeada) e desenho da vedaçãoAquecimento de água: solar, gás, bomba de calor ou elétrico?Caixa d'água: polietileno, fibra de vidro ou concreto?Pressão: caixa elevada, pressurizador ou hidropneumático?Tubulação industrial: aço carbono, galvanizado ou inox?Soldar, flangear ou rosquear? A escolha da conexão na tubulação industrial