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Teses de Mestrado / Doutorado – USP
Avaliação da eficiência e economicidade da atual reservação do sistema adutor metropolitano de São Paulo. Prado, F R L; Zahed Filho, Kamel; Hassegawa, C M. (em CD-Rom), Resumo http://dedalus.usp.br:4500/ALEPH/POR/USP/USP/PROD/FULL/1039784
Caracterização dos perfis de consumo da região metropolitana de São Paulo. Hassegawa, C M; Zahed Filho, Kamel; Ignacio, R V V (em CD-Rom) Resumo http://dedalus.usp.br:4500/ALEPH/POR/USP/USP/PROD/FULL/1039855
Coleta e transporte de esgoto sanitário. Alem Sobrinho, Pedro; Tsutiya, Milton Tomoyuki. Resumo http://dedalus.usp.br:4500/ALEPH/POR/USP/USP/PROD/FULL/1038409
Desempenho de desconectores e dimensionamento de instalações prediais de esgoto Montenegro, Marcos, Helano Fernandes Resumo http://SIBiCCE.usp.br:4500/ALEPH/POR/EPT/EPT/TESEPT/FULL/0719353
Estudo sobre o dimensionamento de sistemas
prediais de drenagem de águas pluviais de coberturas e pequenas áreas pavimentadas Del Conti, Cleonice Resumo http://SIBiCCE.usp.br:4500/ALEPH/POR/EPT/EPT/TESEPT/FULL/0738873
Formulação de metodologia para análise de projetos de sistemas prediais de gás combustível Ioshimoto, Eduardo Resumo: http://SIBiCCE.usp.br:4500/ALEPH/POR/EPT/EPT/TESEPT/FULL/0731525
Influência do uso simultâneo de aparelhos sanitários no dimensionamento das instalações prediais de água fria Goncalves, Orestes Marracini Resumo http://SIBiCCE.usp.br:4500/ALEPH/POR/EPT/EPT/TESEPT/FULL/0711355
Tratabilidade de água subterrânea contaminada por vazamentos de gasolina. Dourado, F F M; Alem Sobrinho, Pedro; Morita, Dione Mari. (em CD-Rom). Resumo http://dedalus.usp.br:4500/ALEPH/POR/USP/USP/PROD/FULL/1038703
Este trabalho pretende dar uma visão crítica do problema de dimensionamento de medidores de consumo de água (hidrômetros) através de uma análise dos métodos disponíveis, sugerindo um
procedimento melhor para dimensionamento do medidor ideal para uma instalação.
http://www.fortunecity.com/greenfield/vine/13/portuga/perfil.htm |
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MEDIÇÃO REMOTA DE GÁS.A medição do gás natural, em qualquer ponto de consumo, industrial, comercial ou residencial, é feita por meio de aparelhos registradores que calculam os volumes
utilizados, em metros cúbicos, para, posteriormente, cobrá-los dos diversos usuários. O Liceu de Artes e Oficias (LAO)
desenvolveu, em São Paulo, um sistema de medição remota (por computador) de água e luz, que está sendo adaptado também para a leitura do consumo de gás. Segundo um dos responsáveis pelo projecto,
Eng. Ricardo Ferreira Marques, a partir de maio de 1998, quando uma legislação específica estadual obrigou a que se procedesse uma previsão de leitura de água remota em São Paulo, o Liceu planejou um sistema
chamado de "medição individual". Em função disso, desenvolveu um mecanismo pelo qual é possível ler tanto a água como a energia elétrica consumida.
Segundo Marques, no caso de condomínios residenciais o medidor é
similar ao tradicional mas tem, acoplado ao seu conjunto um dispositivo chamado Rede, que, por meio de um sinal, envia informações para uma central instalada no andar térreo do condomínio. No computador dessa central
está instalado um software, desenvolvida pelo LAO, que le essas informações. "Estamos trabalhando em conjunto com a Comgás para que a distribuidora paulista possa ler nossos computadores", diz ele. Numa primeira
fase, experimental, o leitorista contratado pela companhia de gás iria até o condomínio e puxaria todas as informações do computador da central, munido de um notebook, e emitiria a fatura individual de cada apartamento,
no ato. "Mas já estamos idealizando uma maneira mais ágil de se emitir a fatura, sem que o leitorista tenha que ir até o condomínio; a Comgás mesma, com seu próprio equipamento, levantaria todos os
dados, via modem ". Para Marques, esse será o encaminhamento natural das leituras de consumo, daqui para a frente.
Para o engenheiro do Liceu, é importante notar que a Lei do Consumidor não está sendo hoje
observada dentro dos condomínios. Nesse sentido, as famílias com baixo consumo estão pagando, por meio de rateio, o mesmo valor que uma familia grande, que consome mais. Para ele, a mudança de consciência energética que
está sendo estimulada pelo início do uso do gás natural em escala maior deverá ter no método de medição individual de consumo, um forte aliado. Marques revela que, em estudos por ele realizados, constatou que existem,
hoje — só na capital paulista—, 40 mil condomínios residenciais. Na Grande São Paulo, esse número sobe para 70 mil. É preciso considerar que existem grandes condomínios, com mais de 25 blocos cada. "Estou realizando uma
experiência piloto num condomínio com 27 blocos, com nove andares por bloco, quatro apartamentos por andar e uma média de quatro pessoas por apartamento, o que dá cerca de 4 mil pessoas morando só nesse lugar". Ao final do experimento — que inclui a compra de um gerador a gás para gerar energia
elétrica para todo o condomínio—, ele pretende demonstrar a diferença de custo entre o kW que Eletropaulo fornece e o custo do kW gerado pelo gás.
Artigo extraído da revista ENGENHARIA
(www.revistaengenharia.com.br)
edição 538/2000 ANO 57 Pág. 50 "Reportagem de Capa" |
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A INDÚSTRIA NACIONAL  E O MERCADO DE PETRÓLEO E GÁS
Por Eduardo RappeI*A abertura do mercado de petróleo e gás vem transformando o Brasil em um dos países mais promissores em todo o
mundo para negócios neste setor. Na próxima década, está previsto um fluxo de investimentos diretos, internos e
externos, da ordem de US$ 80 bilhões a US$ 90 bilhões. Um volume expressivo quando comparado aos US$ 30 bilhões
investidos pela Petrobrás nos anos 90.As previsões indicam que a produção brasileira de petróleo e gás deva dobrar
dentro de cinco a sete anos, o que coloca a indústria de petróleo entre os segmentos mais dinâmicos da economia nacional, com impactos diretos sobre o emprego e a renda, O setor de petróleo e gás tem evidenciado enorme
potencial de alavancagem econômico-financeira, face ao seu impacto multiplicador sobre as demais cadeias produtivas. E certamente será o segmento da economia que concentrará o maior volume de investimentos nos
próximos anos. A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), criada em 31 de maio de 1999, foi concebida para atuar
como um fórum de articulação do setor. Reunindo todos os players deste mercado - companhias de exploração, produção, refino, processamento e distribuição de gás, petróleo e derivados, empresas fornecedoras de bens e
serviços, organismos governamentais e agências de fomento - a ONIP pretende agir em prol do aumento da competitividade do setor.
Instituição não governamental, de direito privado e sem fins lucrativos, a ONIP tem a função estratégica de mobilizar
o mercado, seja na criação de um ambiente favorável a novos investimentos, no fortalecimento da capacidade industrial instalada ou na participação efetiva na elaboração de políticas industriais. Sem qualquer intuito de
estabelecer reserva de mercado, a instituição se propõe a garantir igualdade de oportunidades e condições para as empresas brasileiras participarem deste ciclo de expansão da atividade petrolífera.
Um de seus objetivos básicos é maximizar a participação de empresas instaladas no país no fornecimento, em bases
competitivas, de bens e serviços à indústria de petróleo e gás. Uma das metas é conseguir que sejam feitas no país
cerca de 600/o das compras de serviços, materiais e equipamentos demandados pelas atividades de exploração e produção dos novos campos de petróleo e gás natural, pelos pólos petro-gás-químicos em implantação e pelas
termelétricas a serem instaladas.
Para garantir a real participação do produto brasileiro, a instituição está atuando basicamente em duas frentes: a)
busca de igualdade de condições para competir com os fornecedores estrangeiros. Para tanto, a ONIP está se mobilizando, por exemplo, para reduzir a carga fiscal do produto brasileiro, a fim de que este possa competir em
igualdade com seu similar importado. Ao mesmo tempo, a instituição busca a obtenção de novas linhas de financiamento, bem como a simplificação de procedimentos industriais contratuais entre as empresas do setor, com
vistas à redução dos custos de produção; b) capacitação de fornecedores locais, num programa desenvolvido em
parceria com o Sebrae visando ao aprimoramento tecnológico, gerencial e comercial da base industrial e de serviços instalados no país.
A ONIP, em seu papel de organização articuladora e operando através de comitês setoriais, busca, em síntese,
eliminar os entraves à realização e ao crescimento dos investimentos no mercado de petróleo, pois acredita que é através de projetos desse gênero que o nível de emprego e renda na sociedade brasileira pode aumentar. E o
incremento de sua competitividade no mercado doméstico induzirá, no futuro, a uma participação mais ativa no mercado internacional.
Em paralelo às suas atividades de mobilização, a ONIP atua como um centro de captação e difusão de informações
técnicas e gerenciais qualificadas sobre o mercado brasileiro e internacional, promovendo a aproximação entre as
múltiplas oportunidades de negócios e os interesses das empresas que atuam na área. Para isso está sendo montado
um amplo sistema de informação, integrado por diversas bases de dados, tais como: cadastro de fornecedores locais
de bens e serviços; planos de compras das companhias produtoras de óleo e gás instaladas no país; legislação; demandas de recursos humanos; tecnologias e fontes de financiamento. Este sistema constitui ferramenta
indispensável no processo de conhecimento mútuo e relacionamento entre demandantes e supridores. Seguindo a tendência do mercado, a instituição pretende montar um banco de negócios (e-business) pela lnternet.
Face à magnitude e multiplicidade dos projetos relacionados ao uso dos gás natural, a ONIP está implantando comitês
e grupos de trabalho técnico para tratarem de projetos industriais prioritários, tais como as termelétricas previstas no
Programa Prioritário de Termelétricas do governo federal, com investimentos de R$ 12 bilhões; o pólo Gás — Químico,
no Rio de Janeiro; e o pólo Gás — Sal, no Rio Grande do Norte. Os projetos da Petrobrás em Urucu, no Amazonas, e
em Guamaré, no Rio Grande do Norte e, em especial, a nova planta de processamento de gás natural em Cabiuna, no Rio de Janeiro, também estão sendo acompanhados pela ONIP, principalmente no seu Comitê de Capacitação e
Competitividade Industrial, de forma a se garantir o maior conteúdo local possível no fornecimento de bens e serviços.
Destaca-se ainda o Centro Tecnológico do Gás — CTGÁS, ora em final de implantação, na cidade de Natal (RN), com o
qual a ONIP deverá manter estreitos laços de cooperação, de forma a se potencializar o seu papel como unidade de
capacitação tecnológica e de formação de recursos humanos para o setor. Este projeto é um dos temas prioritários em discussão no Comitê de Capacitação Tecnológica da ONIP.
Para ampliar sua participação no segmento de gás natural, em particular na área de distribuição, a ONIP deverá em breve contar com a incorporação, em seu quadro de associados, de organizações como Transpetro, Gaspetro e
ABDGAS — Associação Brasileira de Distribuidores de Gás. Os assuntos relacionados a transporte, armazenagem e distribuição de gás são tratados no Comitê de Logística e Infra-estrutura da ONIP.
* DIRETOR GERAL DA ONIP-ORGANIZAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA DO PETRÕLEO.
Obs.: Artigo extraído da Revista Engenharia 538/2000 – ANO 57 (Palavra do Leitor) www.revistaengenharia.com.br
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Veja a seguir o resultado do ensaio comparativo da capacidade de vazão em linhas com tubos de COBRE e de AÇO
galvanizado em vários diâmetros. |
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Termodinâmica – Conceitos Iniciais  1. Introdução Os conceitos de Termodinâmica foram desenvolvidos a partir da observação do mundo físico, no sentido de melhor descrever as interações e transformações
da energia e, conseqüentemente, prever o seu comportamento. Esta tarefa mostrou extremamente complexa e de uso limitado para aplicações práticas. Sendo
assim, foram propostos os chamados modelos, que tentam explicar estas situações complexas através de simplificações e/ou aproximações que permitem a
obtenção de soluções próximas da realidade e com uma razoável precisão dentro de uma determinada faixa de aplicação.
Antes de entrarmos nos detalhes quanto à análise destes modelos devemos definir algumas propriedades que nos serão úteis nesta tarefa.
2. Algumas propriedades e conceitos importantes
2.1. Temperatura (T):
a temperatura de uma substância indica um nível de estado térmico dessa substância e a sua possibilidade de trocar energia com
uma outra substância. Uma substância a uma temperatura m ais alta em contato com outra substância a uma temperatura mais baixa cede energia. Um
aspecto importante da temperatura é que sua avaliação é sempre feita por comparação. Portanto, quando estamos medindo a temperatura de uma substância,
estamos na verdade deixando esta substância e o termômetro trocarem energia (calor) até que ambos estejam no mesmo nível de energia (ou seja, na mesma
temperatura). Duas escalas de temperatura são comumente usadas: a Celsius ( ºC) e a Fahrenheit (ºF). Os fatores de conversão de uma escala para outra são:
ºC = 5/9 (ºF – 32) e ºF = 9/5 (ºC + 32)2
Existe também a chamada escala absoluta de temperatura que no sistema internacional recebe o nome de kelvin (K). O fator de conversão de uma para outra é: K = ºC + 273,15
2.2. Pressão (P): esta propriedade é definida como a força normal que atua sobre uma superfície dividida pela área desta superfície. A pressão pode ser dita
manométrica (também chamada relativa ou efetiva) quando seu valor é avaliado em relação à pressão atmosférica, ou absoluta quando avaliada a partir do
vácuo absoluto. As unidades mais comuns para a pressão são atm, bar, psi, mmHg, mmH2O e kPa. A pressão atmosférica normal ou padrão vale:
1 atmosfera padrão =
760 mmHg 1,01325 x 105 N/m2 = 101,325 kPa
1,01325 bar 14,969 Ibf/in2 760 Torr
29,92 in Hg
2.3. Densidade (p) e volume específico (v): a densidade de um fluido é a massa do mesmo dividida pelo volume
que ele ocupa. Às vezes a densidade é também conhecida por massa específica. Já o volume específico é o volume
ocupado pelo fluido dividido pela sua massa. Como pode-se verificar, a densidade é o inverso do volume específico. A unidade mais comum para a densidade é o kg/m3 e, portanto m3/kg para o volume específico.
2.4. Calor Específico (c): calor específico de uma substância é a energia necessária para elevar de 1 ºC a
temperatura de 1 kg dessa substância. A avaliação dessa propriedade pode ser feita através de dois processos de
transferência de calor: a volume constante ou a pressão constante. No nosso caso, o mais utilizado será o calor
específico a pressão constante (cp), por ser este o processo mais comum encontrado na área de refrigeração e ar
condicionado. As unidades mais utilizadas para o calor específico são: J/kg.ºC (ou kj/kgºC) e kcal/kgºC.
2.5. Energia Interna (u):
é a forma de energia acumulada pela substância devido ao seu movimento ou agitação molecular e as forças de interação moleculares. A energia interna específica, u, é definida como a energia interna de
uma substância por unidade de massa. As unidades da energia interna e da energia interna específica no sistema internacional são J e J/kg, respectivamente.
2.6. Entalpia (H): a entalpia, H
, é a propriedade que combina as propriedades energia interna, pressão e volume. Esta propriedade aparece em associação com análises que envolvem volume de controle e fluxos mássicos.
Analogamente à energia interna, pode-se definir a entalpia específica, h, ou seja, a entalpia por unidade de massa da substância. A relação entre entalpia específica e as outras propriedades é dada por:
h = u + Pv (01)
2.7. Energia potencial (EP): é a energia relacionada à ação da gravidade sobre um objeto que se encontra numa
determinada cota acima de um plano de refer6encia (por exemplo a superfície da Terra). Assim, tem-se que:
EP = mgz (02) Onde m
é a massa do objeto, g é a aceleração da gravidade local (=9,8 m/s2) e z é a cota acima do plano de referência.
2.8. Energia cinética (EC):
é a energia relacionada com a velocidade de um objeto. Assim:
EC = ( mV2 )/2 (03) Onde m é a massa do objeto e V a velocidade do objeto.
2.9. Calor (Q): quantidade de energia transferida entre dois corpos ou duas substâncias em função de uma
diferença de temperatura ou de concentração existente entre os mesmos. O fluxo de calor é representado por Q, cuja unidade no sistema internacional é J/s ou W.
2.10. Trabalho (W):
quantidade de energia necessária para o deslocamento x de uma pistão devido a uma força F que atua sobre o mesmo. Outro exemplo de trabalho é a energia elétrica que é fornecida a um motor elétrico para o
acionamento de um compressor ou ventilador. O fluxo de trabalho, ou pot6encia, é representado por W, cuja unidade no sistema internacional é J/s ou W.
2.11. Sistema:
este temo será usado para descrever a substância, objeto ou uma região do espaço no qual concentraremos nossa atenção. Quando não existir entrada ou saída de massa do inteior de um sistema, diz-se que
este é um sistema fechado. Por outro lado, quando existe entrada e/ou saída de massa, diz-se que o sistema é
aberto. Outro tipo de nomenclatura é utilizar o termo sistema apenas para sistemas fechados, e utilizar o termo volume de controle para sistemas abertos.
2.12. Fronteiras do Sistema:
como os sistemas estão confinados em uma determinada região, a superfície que define esta área será denominada fronteira do sistema. As fronteiras podem ou não permitir a passagem de calor
e/ou trabalho e/ou massa. Quando se usa o termo volume de controle, costuma-se utilizar a expressão superfície de controle em lugar de fronteira.
3. Equações e leis da Termodinâmica Para definição das equações e leis da Termodinâmica que nos interessam neste fascículo, utilizaremos como caso típico um compressor, esquematizado na Fig. 1 a seguir.
Figura 1. Volume de Controle formado pelo compressor e sua superfície de controle. |
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O primeiro passo é definir o sistema no qual concentraremos nossa atenção. Neste caso ele será o compressor, assim estabelecemos fronteiras
ao redor do sistema para melhor defini-lo, representadas pelas linhas pontilhadas na fig. 1. Como temos uma entrada e uma saída de massa do nosso sistema, ele é um sistema aberto (ou volume de
controle). Uma primeira lei básica que podemos avaliar é a de conservação de massa no volume de controle. Em termos gerais, temos que a massa que entra no sistema deve ser igual à massa que sai mais a
massa que fica acumulada no interior deste sistema em um dado instante de tempo, ou seja:
Mentra = m
sai + macumulada (04)
ou expressando em termos de vazões mássicas M
(quantidade de massa que atravessa as fronteiras do sistema por unidade de tempo) e utilizando a nomenclatura da Fig. 1 tem-se:
m1 = m2 + macumulada / rt (05)
Normalmente, tem-se que o compressor opera numa condição tal que não existe acúmulo de massa em seu interior. Neste caso tem-se que:
m1 = m2 = m (06)
onde
m é a vazão mássica na seção de entrada (ou saída) normalmente expressa em Kg/s. A expressão anterior é válida desde que seja admitido que não há vazamentos no compressor. Nos equipamentos reais, isto nem
sempre é verdade. À medida que o conhecimento desta realidade aumenta, mais complexidade pode ser introduzida nas equações, tornando-as, cada vez mais realistas. Além disso, e Eq. (06)
é válida para uma condição denominada por regime permanente, onde não ocorrem variações das vazões ao longo do tempo. Um segunda lei importante diz respeito à conservação de energia em um sistema, também conhecida como a Primeira Lei da Termodinâmica. Para cada seção (1 e 2) do nosso sistema podemos atribuir diversas propriedades, sendo as principais: pressão (
p), temperatura (T), velocidade (V), entalpia (h) e cota (z). A Primeira Lei da Termodinâmica nos diz que aumento líquido da energia armazenada em um dado volume de
controle é igual a quantidade de energia líquida adicionada ao mesmo. Desta forma, podemos escrever que:
(07)
onde m é a vazão em kg/s, h é a entalpia em J/kg, V a velocidade em m/s, z a cota em m, g é a aceleração da gravidade em m/s2, Q
é a taxa de transferência de energia na forma de calor (W), W é a taxa de realização de trabalho (W), E é a energia do sistema em J e t é o tempo em s.
Como, a maioria dos processos que serão analisados, estão em regime permanente, tem-se que dE/dt = 0, e portanto a Primeira Lei da Termodinâmica pode ser escrita como:
(08)
Para finalizar, vamos utilizar os conceitos aqui apresentados para analisar um compressor que trabalhe com R-22, e para o qual são realizadas medições de pressão e
temperatura na entrada e na saída, bem como da vazão mássica e da energia elétrica fornecida. Os dados coletados são apresentados na Tabela 1
TABELA 1. Medições realizadas
Pressão de saída 1534
Temperatura de saída [ºC] 40 Pressão de entrada [kPa] 498
Temperatura de entrada [ºC] 0
Vazão mássica [kg/s] 0,04
Energia elétrica [W] 600
De posse dos valores medidos, avaliamos os valores das entalpias na entrada e na saída do compressor (ASHRAE, 1993), a saber:
Entalpia específica de saída 415,87 Kj/Kg
Entalpia específica de entrada 404,87 Kj/Kg
Rearranjando os termos da Eq. (07)
temos: |
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(09)
O termo B
refere-se à variação de energia cinética e o termo C à variação da energia potencial. Estes dois termos podem ser desprezados por serem
muito menores em relação ao termo referente à variação de entalpia (termo A). Desta forma, aplicando os valores encontrados na Tabela 1 temos que: 0,04 * (415,87 – 404,87) * 1000 = Q – (-600)
Q = - 160 W (*)(*) Obs.: Em Termodinâmica, deve-se convencionar os sinais do trabalho e do calor trocado pelo volume de
controle quando aplicamos a Primeira Lei. No nosso caso, foi feita a seguinte convenção:
Calor entrando sinal positivo
Calor saindo sinal negativo Trabalho fornecido sinal negativo
Trabalho cedido sinal positivo
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Além disso, no cálculo o fator de 1000 multiplicando os valores de entalpia refere-se a correção de unidade pois 1 kj equivale a 1000 J.
Este valor encontrado para o fluxo de calor resulta das perdas ocorridas no processo de compressão devido ao atrito entre as partes móveis do compressor e da troca de energia entre o compressor e o meio que
o envolve. Este exemplo serviu apenas para mostrar o uso das equações aqui apresentadas e que serão utilizadas posteriormente, não implicando em avaliação rigorosa de um compressor ou de qualquer outro
equipamento.
4. Equação de Estado, Gás Perfeito Existe uma relação entre as propriedades termodinâmicas de uma substância pura. Tal relação determina o estado da substância e pode ser obtida de forma experimental ou
analítica. Encontramos esta relação na forma de tabelas; gráficos ou equações. Na forma de equação, esta relação é chamada de equação de estado. As equações de estado mais comuns são relações matemáticas que
envolvem três propriedades: a pressão, a temperatura e o volume específico. São equações do tipo p-v=T e podem ser escritas de uma forma genérica como:
f ( p , v , T ) = 0 (10)
Uma equação de estado pode ser apresentada de uma forma muito complexa, contendo dezenas de coeficientes e termos. Contudo, uma
característica comum é que todas tendem para um mesmo limite para valores baixos de pressão e a substância ;e um gás ou vapor. Este limite de baixa pressão é dado pela seguinte expressão elementar:
pv = RT (11)
onde R é a constante particular do gás ou vapor em
questão e se relaciona com a chamada constante universal dos gases perfeitos, por intermédio de
R = R / M (12) Onde M é massa molecular do gás.
Alguns valores de R são:
8,314 kj/kgmol.K
1,987 kcal/kgmol.K 847,7 kgf.m/kgmol.K |
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A Eq. (10)
é a chamada lei dos gases ideais ou perfeitos. Todos os gases a baixa pressão se comportam como gás perfeito, incluindo os fluidos frigoríficos e o ar atmosférico. Deve se tomar cuidados ao usar esta equação quando o fluido se encontra na região de mudança de fase (no condensador ou no evaporador), pois (1) a pressão pode não ser baixa o suficiente; (2) ela só é válida para a fase do vapor do fluido. Para gases perfeitos a entalpia específica é diretamente proporcional à temperatura do gás, ou seja:
h = cpT (13)
onde cp é o calor específico a pressão constante. Para a validade desta expressão, admitiu-se que a entalpia a 0 ºC vale zero. Outra grandeza que será muito útil na análise
de ciclos é a relação entre os calores específicos, k, que é dada por:
k = cp / cv (14) Onde
cv
é o calor específico a volume constante. Pode-se escrever ainda que:
cp - cv = R, Onde R está definido na equação (12).
Valores selecionados das propriedades termodinâmicas de alguns gases e vapores encontram-se na Tabela 2.
Tabela 2. Resumo de algumas propriedades de vários gases a pressão normal e temperatura de 300 K*.
Extraído da Tabela A8 da referência 1 e do Capítulo 17 da referência 2.
5. Referências Bibliográficas
1.Van Wylen, G.J.; Sonntag, R.E. Fundamentos da Termodinâmica Clássica. 3ª edição, Editora Edgard Blücher, 1993 2. Stoecker, W.F.; Jones, J.W. Refrigeração e Ar Condicionado. Editora MacGrw-Hill. 1985
3. ASHRAE Handbook of Fundamentals. 1993 Fonte: Revista do Frio
www.revistadofrio.com.br |
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Lubrificação : Um mal necessário? Autor : Paulo de Tharso Franco de Azevedo
É inegável que a lubrificação é tida, na
maioria das empresas, como um mal necessário e assim, via de regra, colocada em segundo plano. A despeito do grande esforço realizado por algumas companhias que investem no desenvolvimento e informatização de planos
de lubrificação, busca e especificação de novos lubrificantes e treinamento de lubrificadores, o resultado ainda é muito tímido em relação ao estágio de nossas indústrias. Se analisarmos as informações disponíveis
nos fabricantes de rolamentos e em empresas especializadas em análise de lubrificantes, iremos constatar que o índice de quebra de mancais por falhas de lubrificação é preocupante. A avaliação de perdas e/ou
custos é vista de diferentes formas. Para algumas empresas a perda maior é representada pelos custos de reposição das peças danificadas e pela mão de obra envolvida no reparo. Para outras o mais importante é o
custo de oportunidade ou seja, aquilo que a máquina e/ou equipamento deixou de produzir durante a parada para a manutenção corretiva. O importante seria observar que esses prejuízos são causados por um dos itens que
menos pesa no custo geral da manutenção : a lubrificação. E observar também que os investimentos feitos em treinamentos para a manutenção raramente inclui a lubrificação. E vale ainda lembrar que a lubrificação é uma
das poucas tarefas da manutenção que pode ser automatizada. Para reverter esse quadro basta que um mínimo de investimento seja destinado à lubrificação. Sabemos esse processo é basicamente composto de três itens: o
lubrificante, o equipamento para a aplicação de lubrificante e o lubrificador.
LUBRIFICANTE:
Dispomos de uma completa linha de lubrificantes tanto convencionais como de alta performance e apoio de técnicos altamente capacitados. EQUIPAMENTOS:
Também é disponível no mercado uma grande variedade de equipamentos DE APLICAÇÃO:
para a aplicação de lubrificantes tanto pelo método convencional ponto a ponto ou através de sistemas centralizados. LUBRIFICADOR:
Das três colunas que formam a lubrificação essa é a única pensante. E infelizmente, é a que recebe menor atenção e investimentos. Para se ter uma idéia, somente agora existe um trabalho sendo coordenado pela Abraman em conjunto com o PNCQ, para a implantação do Centro de Exames de Qualificação – Cequal de lubrificadores, que pretende traçar um perfil para o lubrificador onde será determinada a qualificação mínima para três níveis de lubrificador idealizados.
Na verdade, o lubrificador precisa ter conhecimentos de mecânica e receber treinamento sobre lubrificantes e equipamentos de lubrificação, o que lhe permitirá gerenciar a lubrificação com competência.
Para
facilitar o trabalho na busca de soluções para os problemas de lubrificação, existe ainda uma força adicional representada pelas prestadoras de serviços.
SERVIÇOS:
Existem várias empresas prestadoras de serviços técnicos de lubrificação com alto grau de capacitação, prontas para fornecer toda infra estrutura necessária para o desenvolvimento de programas de lubrificação incluindo sofisticadas análises de lubrificantes.
Se pudermos entender que o lubrificante é tão importante para a máquina quanto o sangue é para é para o corpo humano, com certeza enxergaríamos esse " mal necessário " com outros olhos.
Invista em lubrificação. O retorno é rápido e generoso.
Dados sobre o autor: Formação técnica, 30 anos de experiência em Sistemas
Centralizados de Lubrificação, com atuação nos mais diversos segmentos como Mineração, Siderurgia, Cimento, Máquinas para usinagem e deformação de metais, Plásticos, etc. É consultor técnico para equipamentos de
aplicação de lubrificantes e treinamento sobre Sistemas Centralizados de Lubrificação. Tel. : 011 9603-3646 Fax : 011 5548-8929 e-mail:
ptharso@lubmaster.com.br |
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A-53: |
Tubos de aço, pretos ou galvanizados, com exigências especiais . |
A-106: |
Tubos de aço carbono, sem costura, para serviços a alta temperatura. |
A-120: |
Tubos de aço, pretos ou galvanizados, para condução de fluídos e outros fins. |
A-135: |
Tubos de aço soldado por resistência elétrica. |
A-161: |
Tubos de aço baixo carbono e carbono molibdênio, sem costura, para emprego em refinarias, nas
instalações de "Cracking". |
A-178: |
Tubos de aço carbono soldados por resistência elétrica, para caldeira. |
A-179: |
Tubos de aço baixo carbono, sem sostura, trefilados a frio, para permutadores de calor ou
condensadores. |
A-192: |
Tubos de aço carbono, sem costrura, para caldeiras de alta pressão |
A-199: |
Tubos de aço-liga, sem costura, trefilados a frio, para permutadores de calor e condensadores
|
A-200: |
Tubos de aço-liga, sem costura para emprego em refinarias, nas instalações de
"Cracking". |
A-209: |
Tubos de aço molibdênio, sem costura, para caldeiras e superaquecedores. |
A-210: |
Tubos de aço carbono, sem costura, para caldeiras e superaquecedores. |
A-213: |
Tubos de aço-liga ferrítico, sem costura para caldeiras , superaquecedores e permutadores e
calor. |
A-214: |
Tubos de aço carbono soldados por resistência elétrica para permutadores. |
A-226: |
Tubos de aço carbono soldados por resistência elétrica para caldeira e superaquecedores para
serviços de alta pressão. |
A-252: |
Tubos de aço para estacas. |
A-333: |
Tubos de aço para serviços a baixa temperatura. |
A-334: |
Tubos de aço carbono ou liga para serviços a baixa temperatura. |
A-335: |
Tubos de aço-liga ferrítico, sem costura, para serviços a alta temperatura. |
A-405: |
Tubos de aço-liga ferrítico, sem costura, com tratamento térmico especial para serviços a alta
temperatura. |
A-423: |
Tubos de aço de baixa liga. |
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DIN 1626: |
Tubos de aço carbono e de baixa liga com costura para tubulações, aparelhos e depósitos. |
DIN 1629: |
Tubos de aço carbono sem costura, para tubulações, aparelhos e reservatórios. |
DIN 2391: |
Tubos de aço sem costura, de precisão, trefilados a frio |
DIN 2393: |
Tubos de aço com costura, de precisão, com exatidão de medidas especiais. |
DIN 2394: |
Tubos de aço com costura, de precisão, trefilados a frio, ou laminação a frio. |
DIN 2440: |
Tubos de aço pretos ou galvanizados, para condução de fluídos e outros fins. |
DIN 2441: |
Tubos de aço, preto ou galvanizados, para condução de fluídos e outros fins. |
DIN 2442: |
Tubos de aço, para condução, com rosca e luvas com exigências especiais. |
DIN 2448: |
Tubos de aço, sem costura, para caldeiras, aparelhos e outros fins. |
DIN 2458: |
Tubos de aço com costura, para caldeiras, aparelhos e outros fins. |
DIN 17172: |
Tubos de aço para condução de líquidos e gases combustíveis a distância. |
DIN 17175 |
Tubos de aço carbono ou liga, sem costura, para caldeiras de operação em altas temperaturas.
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API Spec5A: |
Tubos de perfuração, revestimento e bombeamento para poços petrolíferos: Casing, Tubing, Drill
pipe. |
API Spec5XA: |
Tubos de perfuração, revestimento de bombeamento para poços petrolíferos com exigências
especiais (High-Strength Casing, Tubling, Drill pipe). |
API Spec5AC: |
Tubos de revestimento e bombeamento para poços petrolíferos, com propriedades restritas: Grade
C-75, Casing , e Tubing Especificação de roscas, calibre e inspeção de roscas para Casing, Tubing e Line Pipe. |
API Spec5B: |
Tubos para condução de produtos petrolíferos. |
API Spec5L: |
Tubos para condução de produtos petrolíferos. |
API Spec5LX: |
Tubos para condução de produtos petrolíferos com exigências especiais. |
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